Sete dias após o temporal, metade das localidades do interior ainda enfrentava falta de energia, afetando principalmente produtores de leite.
A falta de energia elétrica provocada pelo temporal que atingiu Cerrito, no Rio Grande do Sul, continua causando prejuízos no interior do município. Sete dias após o evento, pelo menos 50% das localidades rurais permaneciam sem fornecimento de energia.
A situação afeta diretamente a produção de leite, uma das principais atividades econômicas das propriedades rurais. Conforme estimativa da Emater, os produtores estão gastando entre R$ 6 mil e R$ 7,5 mil por dia em custos adicionais para manter a produção com o auxílio de geradores.
Em uma semana, as despesas extras podem alcançar R$ 52,5 mil. O cálculo considera principalmente o consumo de óleo diesel, além dos custos relacionados ao funcionamento e à depreciação dos equipamentos.
Cerrito conta com aproximadamente 70 propriedades leiteiras e 1,5 mil animais em lactação. A produção anual estimada é de 9 milhões de litros de leite, volume que representa cerca de 10% de toda a produção leiteira da Zona Sul do Rio Grande do Sul.
Produtores enfrentam risco de perda do leite
A interrupção no fornecimento de energia também dificulta a refrigeração adequada do leite. Com os resfriadores sem funcionamento regular, existe risco de comprometimento da qualidade do produto e de perda das bonificações recebidas pelos produtores em razão da qualidade do leite.
Em uma propriedade localizada no Passo do Santana, uma produtora relatou a perda de quase 400 litros de leite depois que o resfriador apresentou problemas durante o período sem energia. O gerador utilizado para tentar manter a estrutura em funcionamento também apresentou defeito.
Temporal também provocou danos em imóveis
Os prejuízos não se limitam à produção rural. Segundo a Emater, mais de 100 casas foram destelhadas e mais de 200 galpões sofreram danos no interior de Cerrito.
Uma residência e dois galpões foram completamente destruídos pela força dos ventos.
Entre as localidades que ainda registravam problemas estavam Passo do Santana, Alto Alegre, Marmeleiro, Calheco e Catimbau.
Para os produtores, a cada dia sem energia aumentam os gastos e o risco de perdas, enquanto a produção permanece dependente do funcionamento contínuo dos equipamentos e da refrigeração.
Com informações A Hora do Sul
