Suco de laranja brasileiro escapa de nova tarifa dos Estados Unidos
Produto permanece isento da cobrança adicional de 12,5%, enquanto óleos de laranja serão tributados pelo governo norte-americano.
O suco de laranja brasileiro continuará sem incidência da nova tarifa de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos no âmbito da investigação da Seção 301, relacionada a trabalho forçado. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (24) pela CitrusBR, que representa o setor citrícola nacional.
Segundo a entidade, a decisão preserva um dos principais mercados para as exportações brasileiras e evita impactos mais severos sobre a comercialização do produto.
Suco de laranja mantém acesso ao mercado americano
De acordo com a CitrusBR, a isenção da nova tarifa se soma à exclusão do produto da cobrança de 25% anunciada anteriormente pelos Estados Unidos.
O diretor-executivo da associação, Ibiapaba Netto, explicou que a medida protege um mercado superior a US$ 1 bilhão em exportações brasileiras de suco de laranja destinadas ao país norte-americano.
Segundo ele, a manutenção da isenção reduz o risco de queda na demanda e evita perdas adicionais de receita para o setor exportador.
Óleos de laranja terão tarifa de 12,5%
Apesar da decisão favorável ao suco, os óleos de laranja não foram incluídos na lista de produtos isentos divulgada pelo governo dos Estados Unidos.
Produtos de maior valor agregado serão tributados
Os óleos, utilizados principalmente pelas indústrias de cosméticos e de alimentos, passarão a pagar uma tarifa de 12,5%.
A CitrusBR esclareceu que essa nova cobrança substitui a tarifa anterior de 10%, encerrada nesta sexta-feira. Dessa forma, não haverá cobrança simultânea das duas alíquotas, permanecendo apenas a taxa de 12,5%.
Polpa de laranja entra na lista de exceções
Outro ponto considerado positivo pela entidade foi a inclusão da polpa de laranja entre os produtos isentos.
Conhecida comercialmente como os "gominhos" presentes no suco, a polpa não aparecia na relação preliminar divulgada em junho, mas passou a integrar a versão definitiva publicada nesta sexta-feira.
Segundo a CitrusBR, a mudança reduz parte dos impactos sobre a cadeia produtiva da citricultura brasileira. Para o diretor-executivo da associação, a decisão representa um cenário menos prejudicial para o setor diante das medidas adotadas pelos Estados Unidos.
Entenda o impacto para o setor
Os Estados Unidos figuram entre os principais destinos do suco de laranja produzido no Brasil. Por isso, alterações tarifárias têm potencial para influenciar diretamente a competitividade das exportações brasileiras e o desempenho da cadeia citrícola, que reúne produtores, indústrias e exportadores.
A manutenção da isenção para o suco e a inclusão da polpa entre os produtos beneficiados ajudam a reduzir parte dos efeitos das novas regras comerciais, embora os óleos de laranja permaneçam sujeitos à tributação.
Com informaçoes da CNN BRASIL
