Preço da soja bate recorde em 2026 impulsionado pelo mercado externo

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Valorização do petróleo e cenário climático nos Estados Unidos sustentam a alta das cotações da soja no Brasil.
O preço da soja voltou a subir nesta sexta-feira (24) e atingiu o maior patamar registrado em 2026 no mercado brasileiro. De acordo com dados do Cepea, a saca de 60 quilos negociada no Porto de Paranaguá (PR) chegou a R$ 148,37, acumulando alta diária de 0,61% e valorização de 11,07% ao longo de julho.
Mercado internacional fortalece o preço da soja
A valorização foi impulsionada principalmente pelo cenário externo. As cotações da soja avançaram na Bolsa de Chicago em meio à alta dos preços do petróleo, movimento associado ao aumento das tensões no Oriente Médio.
Outro fator que contribuiu para a elevação das cotações foi a previsão de baixa ocorrência de chuvas em áreas produtoras dos Estados Unidos durante a próxima semana, condição acompanhada de perto pelo mercado por seu potencial impacto na produção agrícola.
O contrato da soja com vencimento em dezembro de 2026, um dos mais negociados em Chicago, encerrou o dia cotado a US$ 12,53 por bushel, com avanço de 0,78%.
Cotações da soja variam entre as regiões brasileiras
No mercado interno, os preços apresentaram diferenças conforme a região produtora e os portos de comercialização.
Preços registrados
- Luís Eduardo Magalhães (BA): R$ 130,50
- Rio Verde (GO): R$ 128,50
- Balsas (MA): R$ 128,00
- Triângulo Mineiro: R$ 136,00
- Dourados (MS): R$ 129,00
- Porto de Santos (SP): R$ 149,00
- Porto de Rio Grande (RS): R$ 143,00
Mercado segue favorecido pelas condições externas
O desempenho recente indica um momento favorável para a comercialização da soja brasileira. A combinação entre fatores internacionais, como o comportamento do petróleo e as condições climáticas nos Estados Unidos, continua oferecendo suporte às cotações e influencia diretamente os preços praticados no Brasil.