Golpe do bilhete premiado faz mulher perder R$ 30 mil em Getúlio Vargas

Foto: Clube do Ouvinte
Vítima de 64 anos foi convencida por dois criminosos a fazer uma transferência bancária após falsa promessa de prêmio milionário.
Uma moradora de 64 anos perdeu R$ 30 mil após ser enganada por criminosos que aplicaram o conhecido golpe do bilhete premiado no Centro de Getúlio Vargas. O caso aconteceu na quinta-feira (23) e foi registrado na Delegacia de Polícia Civil, que apura a ocorrência.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima foi abordada por uma mulher que pediu informações sobre a localização de uma agropecuária. Pouco depois, um homem se aproximou e passou a participar da conversa.
Durante a abordagem, os dois afirmaram que a mulher havia sido contemplada com um prêmio de R$ 9 milhões em uma loteria. Eles alegaram que ela não poderia receber o valor por ser Testemunha de Jeová e, por isso, pretendia repassar o prêmio a outras pessoas.
Os suspeitos convenceram a vítima de que seria necessário realizar um depósito de R$ 30 mil, enquanto o homem faria outra transferência de R$ 90 mil. Em troca, ambos receberiam parte da suposta premiação.
Seguindo as orientações dos criminosos, a mulher foi levada até uma agência bancária. Antes da operação, foi instruída a deixar o telefone celular no carro e, caso fosse questionada pelos funcionários do banco, informar que o dinheiro seria utilizado para a reforma de um apartamento.
Após concluir a transferência dos R$ 30 mil para a conta indicada pelos golpistas, a vítima ainda foi informada de que faltariam mais R$ 10 mil para completar o valor combinado. Um novo encontro chegou a ser marcado para o dia seguinte.
Somente depois de deixar o local, a mulher percebeu que havia sido vítima de um golpe e procurou a Polícia Civil para registrar a ocorrência. O caso segue sob investigação para identificar os responsáveis e esclarecer todos os detalhes da fraude.
O golpe do bilhete premiado é um dos crimes de estelionato mais conhecidos no país. Normalmente, os criminosos utilizam histórias convincentes e exploram a boa-fé das vítimas para induzi-las a realizar depósitos ou transferências bancárias em troca de uma recompensa inexistente. A principal orientação é desconfiar de promessas de ganhos fáceis e nunca realizar pagamentos para receber supostos prêmios
Com informaçoes da Radio Uirapuru