Avaliação preliminar aponta microexplosão como possível causa de danos severos em Ribeirão Preto (SP)
Uma avaliação preliminar indica que os danos registrados em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, durante a madrugada desta sexta-feira (24), são compatíveis com uma microexplosão atmosférica, também conhecida como downburst. O fenômeno teria sido provocado por uma tempestade do tipo supercélula que atingiu a região, causando destruição significativa.
De acordo com a análise inicial, as imagens dos estragos, somadas aos dados de radar meteorológico, como a elevada refletividade e outros parâmetros observados, reforçam a hipótese de que uma supercélula esteve associada ao evento. A confirmação definitiva, no entanto, ainda depende de novas análises e vistorias técnicas em campo.
As rajadas de vento produzidas por uma microexplosão podem ultrapassar 150 km/h e, em situações mais intensas, alcançar cerca de 180 km/h ou até velocidades superiores. Ventos dessa magnitude são capazes de destelhar imóveis, derrubar árvores de grande porte, danificar estruturas metálicas e provocar prejuízos consideráveis em áreas urbanas.
A microexplosão ocorre quando uma forte corrente de ar frio desce rapidamente do interior de uma tempestade. Ao atingir o solo, esse ar se espalha em todas as direções, gerando ventos extremamente intensos. O fenômeno costuma estar associado à ocorrência de chuva forte, granizo e ao resfriamento do ar dentro da nuvem.
Apesar da intensidade dos danos observados, especialistas alertam que ainda não é possível afirmar se houve a ocorrência de um tornado. Para essa conclusão, são necessárias inspeções detalhadas no local e a análise de outros parâmetros meteorológicos, capazes de identificar características específicas deixadas por cada fenômeno.
As informações permanecem em atualização e a avaliação técnica poderá ser revisada conforme novos dados forem divulgados. As imagens utilizadas na análise foram compartilhadas por moradores nas redes sociais e servem como apoio para os estudos realizados pelos meteorologistas.
Fonte: Clima Extremo Caçadores de Tempestades.
