
Eduardo Bolsonaro defendeu o orçamento de R$ 134 milhões destinado ao filme “Dark Horse”.
Ex-deputado afirma que valor de “Dark Horse” é compatível com Hollywood; produção está sob investigação por suspeitas financeiras.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro defendeu o orçamento de R$ 134 milhões previsto para o filme “Dark Horse”, produção que retrata seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Eduardo, apesar do valor elevado, o montante estaria dentro dos padrões de Hollywood.
O orçamento do longa supera os valores gastos em 15 filmes vencedores do Oscar, entre eles “A Forma da Água” e “Green Book”. A comparação foi usada em reportagens sobre o projeto para dimensionar o tamanho do investimento previsto.
Eduardo Bolsonaro participou da produção como produtor-executivo e afirmou ter investido US$ 50 mil, equivalentes a cerca de R$ 251 mil na época, para garantir a contratação do diretor Cyrus Nowrasteh. Segundo ele, o dinheiro foi utilizado na fase inicial do projeto e posteriormente devolvido pela produtora.
O ex-deputado também negou ter participado da administração dos recursos destinados ao filme e afirmou não ter se encontrado com o banqueiro Daniel Vorcaro. O empresário é investigado em um caso envolvendo suspeitas de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro.
A produção passou a ser alvo de investigação sobre a movimentação dos recursos. Em setembro de 2026, a Polícia Federal informou que apura a destinação do dinheiro relacionado ao financiamento de “Dark Horse” e apontou questionamentos sobre a estrutura utilizada para receber os valores nos Estados Unidos.
Áudios divulgados durante as apurações mostram o senador Flávio Bolsonaro cobrando Vorcaro sobre pagamentos e demonstrando preocupação com os prazos da produção. O acordo previa R$ 134 milhões para o projeto, embora documentos e reportagens indiquem que parte desse valor, e não a totalidade, chegou a ser repassada.
O caso segue sob investigação, com autoridades analisando a origem, a movimentação e a destinação dos recursos relacionados ao filme.