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A BYD apresentou o Song Pro antes, mas a GWM foi a primeira a vender um híbrido plug-in flex ao consumidor brasileiro.
A disputa pelo pioneirismo entre os híbridos plug-in flex no Brasil envolve principalmente BYD e GWM. A resposta depende do critério utilizado: apresentação do veículo ou início das vendas ao consumidor.
A BYD apresentou o Song Pro híbrido plug-in flex em outubro de 2025, durante a inauguração da fábrica da empresa em Camaçari, na Bahia. O SUV, já com o facelift, podia utilizar gasolina ou etanol e também permitia recarga da bateria em uma tomada.
Na ocasião, foram produzidas apenas 30 unidades destinadas à COP30. Por isso, embora a tecnologia já estivesse presente no veículo, o modelo ainda não representava um lançamento comercial para o público brasileiro.
A GWM chegou primeiro às concessionárias. Em 25 de abril deste ano, a montadora iniciou as vendas do Tank 300 PHEV Flex por R$ 342 mil. O SUV combina motor 2.0 turbo flex, propulsão elétrica e bateria recarregável na tomada.
Pelo critério de comercialização, o Tank 300 foi o primeiro híbrido plug-in flex oferecido aos consumidores brasileiros. A versão comercial do Song Pro Flex só começou a chegar às lojas em agosto.
A diferença explica as duas reivindicações de pioneirismo. A BYD apresentou um veículo com a tecnologia antes da GWM, mas a GWM foi a primeira a colocar um modelo desse tipo efetivamente à venda no mercado nacional.
Outros híbridos plug-in flex entram na disputa
A GWM também ampliou sua presença nesse segmento com o Haval H6 flex. Em junho, a marca iniciou as vendas das versões plug-in da linha produzida no Brasil e passou a reivindicar o pioneirismo industrial relacionado à tecnologia.
A BYD, por sua vez, apresentou no Brasil o Atto 2 DM-i Flex em 9 de junho. O modelo combina motor 1.5, abastecido com gasolina ou etanol, com propulsão elétrica. A chegada às concessionárias ocorreu neste mês.
A proposta dos modelos é combinar a possibilidade de utilização de gasolina, etanol ou uma mistura dos dois combustíveis com a propulsão elétrica. A combinação pode contribuir para a economia de combustível e ampliar a autonomia total do veículo.
Changan entra na corrida
O Caoa Changan CS55 também faz parte dessa disputa, mas a situação é diferente. As versões atualmente disponíveis no mercado utilizam motor turbo flex e não contam com sistema híbrido.
A configuração híbrida plug-in flex do CS55 foi anunciada e está em pré-venda, com estreia prevista para o fim do ano. Dessa forma, o modelo atualmente vendido não pode ser considerado o primeiro híbrido plug-in flex do mercado brasileiro.
Dentro da Changan, porém, o CS55 tem outro marco: a empresa o apresenta como seu primeiro modelo no mundo equipado com essa tecnologia.
A disputa pelo pioneirismo mostra como a concorrência entre as fabricantes chinesas está aumentando no mercado brasileiro. Mais do que definir quem chegou primeiro, a movimentação antecipa uma disputa maior pelo consumidor entre diferentes marcas asiáticas.