Brasil nega vistos a servidores dos EUA que queriam discutir eleições

 

Fachada do Itamaraty durante anúncio sobre vistos negados para servidores dos EUA.
Foto Fabio Rodrigues

Itamaraty confirmou que dois representantes do Departamento de Estado não receberam autorização para entrar no país em meio ao contexto eleitoral.

O governo brasileiro recusou a concessão de vistos para servidores dos EUA que pretendiam visitar o Brasil para reuniões relacionadas às eleições. A decisão foi confirmada neste sábado (25) pelo Ministério das Relações Exteriores.

Os pedidos eram destinados ao subsecretário do Departamento de Estado para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e ao subsecretário adjunto Samuel Samson. Segundo o Itamaraty, ambos demonstraram interesse em se reunir com autoridades eleitorais brasileiras para tratar de temas ligados à liberdade de expressão durante o período eleitoral.

Governo brasileiro justificou negativa dos vistos

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o governo avaliou o contexto em que a visita foi solicitada antes de tomar a decisão.

As autoridades brasileiras destacaram que o pedido ocorreu logo após um encontro em que políticos brasileiros participaram de uma reunião com diplomatas estrangeiros para levantar questionamentos sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas.

Na avaliação do governo, a presença dos representantes norte-americanos nesse cenário poderia representar uma instrumentalização política durante o processo eleitoral. Por esse motivo, os vistos não foram autorizados.

Debate sobre urnas eletrônicas voltou ao centro das discussões

O tema ganhou repercussão novamente após declarações do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), feitas durante um encontro com diplomatas em Brasília.

Na ocasião, ele afirmou, sem apresentar provas, que as urnas eletrônicas brasileiras seriam fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic.

TSE rebateu informação sobre a Smartmatic

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) respondeu às declarações e informou que a Smartmatic não fornece urnas eletrônicas nem softwares utilizados nas eleições brasileiras.

Segundo o tribunal, os equipamentos foram desenvolvidos por servidores e técnicos da própria Justiça Eleitoral. O TSE também destacou que a fabricação ocorre sob coordenação direta da instituição, por empresas contratadas por meio de licitações públicas, procedimento que, conforme o órgão, reforça a segurança e a transparência do processo eleitoral.

Contexto do processo eleitoral

As urnas eletrônicas são utilizadas nas eleições brasileiras há décadas e passam por procedimentos de fiscalização conduzidos pela Justiça Eleitoral. O sistema é frequentemente tema de debates públicos, enquanto o TSE mantém que os equipamentos seguem critérios técnicos e mecanismos de segurança adotados ao longo do processo eleitoral.

Com informações de Agência Brasil 


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