Produção nacional em alta e importações maiores dificultam a recuperação dos preços dos lácteos, enquanto os custos de alimentação do rebanho continuam subindo.
O aumento da oferta de leite no Brasil, somado à concorrência dos produtos importados e à elevação dos custos de produção, mantém o setor leiteiro sob pressão. O cenário pode comprometer a rentabilidade dos produtores, mesmo com a recente valorização do preço recebido pelo litro.
Em agosto, a captação de leite cresceu 3,86% em relação a julho. No mesmo período, o produtor recebeu, em média, R$ 2,8869 por litro, valor 0,70% superior ao registrado no mês anterior.
Apesar da alta mensal, o avanço da oferta e a concorrência externa dificultam a recuperação dos preços dos derivados lácteos.
As importações também aumentaram. Em agosto, o volume de produtos lácteos importados correspondeu a 230,3 milhões de litros de leite, aproximadamente 40% acima do registrado no mesmo mês de 2025.
Outro fator que preocupa o setor é a elevação dos custos de produção. O Custo Operacional Efetivo (COE) aumentou 0,63% em agosto, influenciado principalmente pelo encarecimento do milho e da soja, ingredientes utilizados na alimentação do rebanho.
Custos maiores exigem atenção do produtor
A combinação entre maior disponibilidade de leite no mercado, concorrência dos produtos importados e aumento das despesas pressiona as margens da atividade leiteira.
Nesse contexto, o controle dos custos ganha importância para a manutenção da rentabilidade. Acompanhar o preço recebido por litro e administrar os gastos com a alimentação dos animais são medidas relevantes diante das dificuldades enfrentadas pelo setor.
Mesmo com a valorização registrada em agosto, a sustentabilidade financeira da produção dependerá da capacidade dos produtores de equilibrar as despesas operacionais com a remuneração obtida pela venda do leite.
Com informaçoes de Folha Agricola
